17 de maio de 2011

>> UBS FARIA LIMA

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Quando prestei o concurso público para Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Campinas, em 1995, fui muito bem classificada e logo convocada para assumir uma função na equipe de enfermagem.

Como eram muitos os candidatos foi utilizado o sistema de Pontos Obtidos na Prova escrita, e quando chegou a minha vez de escolher o local onde eu iria trabalhar, uma moça muito simpática aproximou-se e me recomendou a Policlínica I, atualmente o Centro de Saúde Faria Lima.

O local é um prédio grande, espaçoso, onde trabalham até hoje clínicos gerais, ginecologistas, pediatras, neurologistas, cardiologistas, especialidades de saúde bucal, psicólogos, terapeutas, pisco-pedagoga, psiquiatras.

Porém de alguns há alguns anos, foi subdividido, ficando as especialidades sob a coordenação de uma enfermeira, e o Centro de Saúde com outra. Coordenadores foram sendo substituídos por outros no decorrer do tempo.

Ainda me lembro que meu primeiro dia de trabalho, foi um verdadeiro martírio, e assim seguiu-se durante uns três meses. As pessoas eram hostis, as outras colegas de enfermagem arrogantes, ninguém falava comigo. Foi difícil a adaptação, mas não desisti, e um tempo depois ganhei a confiança delas, e algumas ainda estão lá trabalhando.

Muitos funcionários foram se remanejando para outros postos de saúde, alguns por estarem insatisfeitos, outros optaram por trabalhar mais próximos de suas residências. Quando os encontro é sempre a mesma afirmação: Graças a Deus saí do Faria Lima... estou muito bem.

Durante 15 longos anos, me dediquei exclusivamente ao bem-estar dos usuários; sempre fui escalada para fazer os trabalhos mais complicados, aqueles que ninguém gostavam, como curativos contaminados, ginecologia, sala de vacinas.

Nas visitas domiciliares da minha equipe de referencia, éramos eu, a enfermeira Marlene e o Dr Antonio, que fazíamos as visitas semanalmente, e eram bem pesadas.

Curativos domiciliares, e mais assistência contínua aos andarilhos e doentes acamados, acolhidos pela TOCA DE ASSIS; ninguém queria ir, éramos apenas nós três sempre.

Fui resistindo, aquele lugar era parte da minha vida, havia um vínculo de amizade e afeto com os usuários, os quais tratei com respeito como gostaria que tratassem meu próprio pai.

Mas nesse mundo nada é para sempre: a última coordenadora, não foi "com a minha cara", e começou a me perseguir e assediar moralmente. Também porque não gostou de uma reclamação que fiz na Ouvidoria sobre a conduta constrangedora de um de seus enfermeiros. Daí para frente, ela se dedicou integralmente a me afastar do serviço.

Encomendou até um licença para tratamento de saúde por seis meses, alegando que eu era agressiva...

Daí quando eu soube que a mesma havia articulado um plano diabólico para me culpar de " prescrição de medicamento", e isso gerou um processo administrativo, eu pedi a um perito do trabalho para voltar a trabalhar, e assim aconteceu.

Pior para mim, o assédio e o constrangimento aumentou, e ela armou um situação tão difícil que fui transferida para outro local de trabalho, mesmo contra a minha vontade.

Mas hoje, passados três meses, é que posso com segurança e sem medo de errar, que sair do centro de saúde Faria Lima, foi uma GRANDE BÊNÇÃO DE DEUS. Agora posso avaliar: amizades não sobrou nenhuma, e aquele ambiente é amaldiçoado pelo sofrimento daqueles que morreram lá dentro.

Aquele é um lugar de gente intrigante, falsa, e doentes mentais.

Como é bom estar FÓRA DE LÁ... eu deveria ter ido conhecer muitos anos antes, outros ambientes de trabalho.


Sonia.
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