20 de abril de 2011

>> VIDA E MORTE/ SAÚDE PÚBLICA.

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Quando dessa vida eu partir;
quero ter deixado uma lembrança,
que seja positiva para aqueles que me conhecem,
e de persistência para os que me amam.


Quero ir com a certeza,
que ensinei, mostrei, e fiz tudo
e até o que parecia impossível,
porque por mais que se esforce,
ainda falta alguma coisa.

Deixarei lembranças,
de luta para o que é certo,
de empenho para os que mais precisam,
e principalmente,
não me fingi de morta,
quando sabia que alguma coisa,
que pudesse ser difícil,
se tornasse a realidade.


Se fosse médica teria salvado vidas,
mas como pessoa comum,
levei muitos doentes até eles,
para serem tratados,
abri portas intransponíveis,
mas cheguei lá.

Não fechei os olhos,
para necessidades alheias,
nem cobrei dívidas daqueles que
não puderam me pagar,
acabei por fazer da minha vida,
um objetivo para outras vidas.


Esqueci das muitas vezes,
e de quantas pessoas eu pude
contemplar com meu empenho,
apenas usei a influencia
da minha função na enfermagem,
do conhecimento e acesso,
para prestar um auxílio melhor.

Falo aqui, do meu trabalho...
Na saúde pública, onde recebi a
benção de Deus,
e pude auxiliar o acesso de pessoas,
onde elas não poderiam chegar
sozinhas nunca,

O sistema não deixa...



O péssimo SISTEMA DE SAUDE
precisa de gente atrevida como eu,
que abre portas sem pedir licença,
que se apresenta à médicos competentes
e sem preconceitos PEDE... IMPLORA...
E com humildade recebe,
a atenção dele, a gratificação,
por um dever de humanidade
completamente cumprido.

Pude levar até eles,
pessoas que estão sofrendo,
torcendo-se de dor,
e ninguém fazendo nada por elas,
acabam morrendo sem dignidade,
gritando até a exaustão.



De material não ganhei nada,
mas tenho a consciência tranqüila,
honra, e a certeza do dever cumprido.

Sonia.


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