15 de abril de 2009

Pais e filhos em conflito? É possível contes com eles na equipe familiar. Sofres por vê-los em contradição com as tuas idéias ou enlaçando experiencias inquietantes e negativas. Entretanto, é imperioso te ilumines de paz e compreeensão, a fim de entendê-los e dà-lhes a palavra emoldurada de paciencia e de amor, para que a tua voz se faça ouvida, e abençoa-os ainda mesmo quando te não aceitem o modo de pensar ou de ser.
Quase sempre, os sentimentos que nos agridem, naqueles que se nos associam a existencia física, são a colheita das plantações de ordem moral que levamos a efeito nas leiras afetivas do pretérito, a nos pedirem reajuste e renovação. E as chamadas complicações edipianas outra coisa não representam senão os laços obscuros que entretecemos, ao enlear almas queridas no nosso carro sentimental - laços esses que passam a reclamar-mos o preciso desfazimento, para que a mútua libertação nos felicite. O filho excessivamente vinculado ao coração materno, com manifesta dificuldade para ser ele próprio, na maioria das vezes é aquele mesmo companheiro que a genitora jungiu a própria senda, em épocas recuadas, a suplicar-lhe agora o apoio necessário, a fim de exonerar-se das algemas psicológicas que o prendem a insegurança. E a filha imensamente ligada ao espirito paternal, em sérios obstáculos para lhe desvencilhar da autoridade, habitualmente é a mesma companheira que ele acorrentou ao próprio destino em experiencias transatas, a implorar-lhe hoje o auxilio indispensável, a fim de se desembaraçar do egoísmo com que se lhe enviscou a influência, em nome do amor.
Quantos choques e atritos até que se estabeleçam as concessões recíprocas, através de vários ajustes cármicos em que uns e outros se vejam emancipados das condições obsessivas em que se interligaram!
Se trazes contigo esse ou aquele filho em conflito ou se te encontras à frente de pais difíceis, nunca te irrites nem condenes. Ama-os quais se mostram e ora por eles, louvando-lhes a presença e respeitando-lhes as decisões, na certeza de que Deus, cuja infinita bondade tem zelado por nós, cuidará também deles. E de que nem eles nem nós somos criados para o cativeiro afetivo, mas sim para sermos responsáveis e livres, de modo a trabalharmos conscientemente no aprimorameno da vida, ante a sublimação do amor imortal.
fonte: livro: CHICO XAVIER PEDE LICENÇA ( Ed.Geem)

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