13 de julho de 2012

>O HOMEM JESUS


                                              O HOMEM JESUS              

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Ele era instigante, um especialista em romper o conformismo. Ele não ensinava passivamente: provocava a sede psíquica, a busca pelos segredos da existência, o esfacelamento do autoritarismo religioso.

Cada parábola aguçava a curiosidade, colocava combustível na sede de desvendar de homens e mulheres, intelectuais e iletrados, puritanos e transgressores. Cada frase curta provocava o apetite intelectual. Seus discípulos eram rudes, toscos, incultos, impulsivos, desprovidos de generosidade e de afetividade. Mas diariamente Jesus os abalava.

Pedro, André, Tiago e João sabiam navegar no mar da Galiléia, mas o homem Jesus queria que aprendessem a navegar no Oceano das crises existenciais, das fobias, das ansiedades e frustrações.

E quem sabe navegar nos tempos atuais? Uns afundam no sentimento de culpa; outros, no endeusamento de si mesmos. Uns sucumbem na timidez; outros, na ousadia inconseqüente.

Diariamente os discípulos se perguntavam: Quem sou eu? O que sou? Quais minhas escolhas e intenções ocultas? Quem é esse homem que sigo? Que mistérios o cercam? Por que fala em parábolas? Por que nos escandaliza estreitando laços com pessoas socialmente rejeitadas, leprosos, prostitutas? Por que questiona os religiosos? Por que procura sempre se ocultar e não aceita elogios superficiais?

O melhor educador é o que gera uma fonte de perguntas em seus alunos, e não o que é uma fonte de respostas prontas, As respostas prontas produzem servos; o questionamento, pensadores. Jesus deu poucas respostas, mas provocou inúmeras perguntas.

No sermão da Montanha, no qual está inserida a conhecida oração do PAI NOSSO, o Mestre dos Mestres queria dar um choque intelectual, e não apenas espiritual, na humanidade. Queria desengessar a mente Humana para que os homens e mulheres, religiosos e céticos enxergassem Deus, a existência, e as relações sociais por múltiplos ângulos.

Todo ser humano cria um Deus no seu imaginário, mesmo os céticos. Um Deus que frequentemente é distante e alienado, ou tirânico e controlador. Em seu vibrante discurso no alto da montanha, Jesus queria que o intelecto humano alçasse vôo para descobrir que  o enigmático Autor da existência é um Deus generoso, afetivo, sensível, altruísta, e solitário. Todos os que ouviram ficaram perplexos com sua apresentação. O Deus de Jesus não cabia no imaginário de religiosos e ateus.

A Oração do Pai Nosso, esfacelou preconceitos religiosos e filosóficos. Considerando a complexidade dos segredos dessa curtíssima e misteriosa oração, AUGUSTO CURY, dividiu os textos em dois livros: Os segredos do Pai Nosso > A solidão de Deus e A Sabedoria nossa de cada dia – Os segredos do Pai Nosso: Aprendendo a superar os conflitos humanos.

Eles podem ser lidos de forma independente porque tratam de assuntos distintos – a psique de Deus e a psique Humana.

O TEXTO ACIMA É O INICIO DO CAPITULO I DO LIVRO “A SABEDORIA NOSSA DE CADA DIA” > Aprendendo a superar os conflitos humanos> Os segredos do Pai Nosso – 2. Do autor Augusto Cury. 

Um parágrafo interessante, página 49.

Há milhões de pais que oferecem aos filhos uma mesa farta os mais ricos alimentos para o corpo, mas esquecem de nutrir o processo de formação da sua personalidade. São fisicamente saudáveis, mas emocionalmente miseráveis. Incontestáveis pais dão CELULARES para os filhos, querem saber ONDE ELES ESTÃO, mas não dialogam para saber    QUEM ELES SÃO.

Amados Leitores:

Achei pertinente transcrever esse trecho do Livro do autor AUGUSTO CURY, pois, os pais e filhos estão se distanciando devido aos valores atuais, esquecendo-se dos princípios básicos de Educação no Lar, Saúde mental, e mais especificamente o viver com auto controle de suas emoções valorizando a convivência familiar.

 Sonia. 


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