26 de maio de 2013

IDOSOS E SEUS CANTINHOS

Hoje, domingo pela manhã, após uma noite toda de trabalho em hospital, fui meio que apressadamente ao hipermercado para algumas compras básicas.

Adentrei a um dos corredores onde pretendia pegar uma mercadoria e duas mulheres começaram um diálogo ( que além de me atrapalhar, me incomodou bastante).

> Oi! como vai? a quanto tempo...
< Olá, é mesmo depois que me mudei não nos vimos mais...
> Então estou quase me mudando também! 
< É mesmo? e a "vovó" como vai?
> A coitada! está triste com a nossa mudança, mas eu expliquei a ela: olha, vovó, tudo vais continuar igual, lá na casa nova a senhora vai ter o " seu cantinho, com sua caminha, televisãozinha, cadeirinha, armarinho, tudo como é aqui em casa, bem limpinho..."
< Ela se acostuma: os velhos são assim mesmo criam raízes, cuidado apenas para não deixar que entre em DEPRESSÃO.

Nesse momento desisti da minha compra, e peguei apenas o necessário, e refleti: porque as pessoas "normais" acham que tudo que os idosos precisam tem que ser "pequenininho"?

Costumo pensar que os mais jovens, acreditam que nunca irão envelhecer, e nem sequer pensam que poderão ofertar a eles tudo aquilo que ofertaram aos seus velhinhos.

sonia.  

Um comentário:

J Araújo disse...

Os velhos, como são tratados pela maioria só querem ter alguém que converse com eles e compreenda suas carências e necessidades.

Um dia fomos jovens, estamos caminhando para o caminho da velhice. Eu particularmente espero não necessitar de ajuda da juventude de hoje.
Parabéns por estar sempre atenta à sua volta, é daí que nasce os melhores textos.

Abraço