22 de novembro de 2009

> Solidão

Voltanto ao texto anterior onde encontramos os tres tipos de solidão:

- A solidão gerada pela virtualidade da consciencia existencial

- A solidão intrapsíquica

- A solidão social

Sintéticamente entre esses tres tipos de solidão a primeira é inconsciente, é a fonte das duas outras. Ou seja, a natureza virtual da consciencia existencial contribui para gerar inconscientemente a solidão intrapsiquica e a solidão social. Esse assunto é extremamente complexo, mas o autor AUGUSTO CURY, tenta abordá-lo de maneira simples.

A solidão intrapsíquica é definida pela necessidade irrefreável de todo ser consciente em relacionar-se consigo mesmo. Ela estimula o auto-conhecimento, as viagens interiores, a introspecção, a reflexão, a meditação, a correção de rotas, a superação de conflitos.

Ela nos estimula a ter um rico diálogo com nós mesmos, a fazer uma mesa redonda com nossos temores, perdas, frustações, sonhos, projetos de vida. Ela propícia um excelente caminho para promover a saúde emocional e mental como um todo. Através, dela podemos educar nossa capacidade de pensar antes de reagir.

Quanto a solidão social o autor AUGUSTO CURY dá um exemplo:
Imagine uma pessoa nesse exato momento vivendo só na Terra. Quando ela anda, só ouve seus passos. Quando desperta, não há ninguém à sua volta. Vamos nos colocar no lugar dela: é a mais rica e poderosa, possui inúmeros bens e tem o mundo a seus pés, entretanto, quando caminha só seu coração pulsa, quando acorda só ela desperta. Não terá atritos nem frustrações sociais.

Ninguém a perturbará, não será criticada, rejeitada, e aparentemente vive na mais excelente atmosfera de paz! Mas quem deseja essa paz? Quem quer esse poder? O mais miserável dos seres humanos não suportaria tal solidão. Por mais bem resolvido e feliz que seja o AUTOR DA EXISTENCIA, ELE quer varrer do dicionário da sua existencia a SOLIDÃO SOCIAL.

Podemos conviver com milhares de animais sem jamais termos problemas de relacionamentos, mas por melhor que seja a relação com um ser humano, sempre haverá frustrações importantes. Apesar disso, não conseguimos deixar de viver em sociedade. Não somos seres sociais pelo instinto que promove a sobrevivencia biológica, como acontece com os outros animais, mas por sobrevivencia psíquica.

Este texto é uma transcrição de alguns parágrafos interessantes do livro "A SOLIDÃO DE DEUS' de Augusto Cury.

Esse autor tem inúmeras publicações interessantes em mais de 40 países, ele é psíquiatra, pesquisador da Psicologia e escritor. Professor de Pós graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
Desenvolveu uma importante teoria sobre o processo de construção do pensamento e o funcionamento da mente, chamada "INTELIGENCIA MULTIFOCAL"


Como assídua leitora do autor recomendo seus livros.
Renato Hemesath disse...
Este tema abordado é muito significativo. Acho interessante que as pessoas tem maneiras muito diferentes de assimilar a solidão, embora seja difícil defini-la, e assim buscam diferentes modos de lidar com ela. Muitas vezes, o próprio "empobrecimento" das relações humanas elucida esta constante busca no encontro com o outro para nunca sentir-se sozinho.Obrigado pelo comentário lá no Cine Freud. Achei digno os pontos de visyta que você citou sobre o tema.Uma ótima semana!
23 de Novembro de 2009 18:06
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