10 de fevereiro de 2010

> Campeã de Natação / Medalha de Ouro?

Imagem/J. AraújoComentei que a ultima vez que vi o mar estaria atualmente comemorando festa de debutantes... Então o meu marido disse-me: eu a levarei para a praia! não é possível alguém ficar tanto tempo sendo o nosso país banhado pelo Oceano Atlântico, tem praia pra todo lado! E tão perto.

Eufóricamente pensei num biquini bem pequeno, e escolhi um lindo, preto! Arrumei as malas com tudo de direito, e partimos para a minha tão esperada aventura, queria dormir na praia, olha só! e dormi.

No trajeto, descida da Serra do Mar, eu via o mar, poderoso, lindo, as vezes azul, outras verde, sou um tanto daltônica... e vibrava! que lindo o mar... há quanto tempo, nem me lembrava mais como era grande!

Chegamos, lá no chão, nas ruas quentes para mim o mar sumiu, para que lado ele estaria? e arrisquei na pergunta, e a resposta veio rápido: para lá... meu bem, está vendo quanta gente, vem põe o traje de banho, vou te mostrar!

Nossa que lindo... quero ir na água, e fui, ai que medo, que força tem essa água, me segura não consigo parar de pé, e assim começou o drama, tragicômico. Bom essa praia está meio ruim para você, vamos tentar outra.

A outra estava melhor. Ficamos alí, e dormimos na praia, uma delícia, um barulho espantoso das águas, quanto força, imponência... Ah eu não via a hora de amanhecer o dia, e pular na água. Mas eu não queria mais molhar meus lindos cabelos longos na água salgada, depois, ele iria virar um arame... Então coloquei para surpresa geral da nação a minha touca de natação.

Essa touca eu usava em hidroginástica em piscina infantil...

Vem correndo uma moça que ficava por ali cuidando dos carros e perguntou: A senhora é nadadora profissional? Respondi, vou nadar, atravessar esse mar até aquela ilha lá no meio.

Apontando a ilha citada; a mulher espalhou a notícia. Imagina...

Desci para praia, pisando descalça, areia quente onde afundavam meus pés, e fui para a água acompanhada do marido, que coitado! queria desaparecer... ninguém merece. Pisei no mar já achando que água até os joelhos estava bom demais! Mas ele insistiu, queria me ensinar a pelo menos pular uma ondas. Pra que? No começo, pulei uma, duas, ou três. Mais para o fundo, não deu, virei de cabeça para baixo, e não conseguia mais ficar em pé.

Custava para ele acreditar que tinha que passar por essa situação... A nadadora, afundou na água, enterrou a cabeça na areia, bebeu água, engasgou, tossiu, e se pôs a gritar:me tira daqui! socorro! me puxa, me tira daqui...

Corri com muito sacrifício numa dessas duchas de praia e tirei o máximo possível da areia que colou em meu corpo. Voltei para o carro, não me arrisquei mais. Não me preocupei com as pessoas, afinal, ninguém aí me conhecia, e caipira como eu, virou entretenimento.

Quando amanheceu o dia, eu completei a história. Antes que meu querido acordasse, peguei roupas limpas, sabonete, shampu cremes, e fui tomar banho na ducha da praia (é proibido), mas era cinco horas da manhã, não tinha ninguém naquela praia deserta...

No meio do banho, a senhora dona de uma barraca diz: bom dia! a senhora está tomando banho? não pode... Eu lhe disse:sei que não pode, mas só a senhora está vendo, além do que, essa água vai escorrer e secar na areia! Para minha surpresa, meu marido acordou, e vendo o que eu estava aprontando filmou tudo, para que eu visse e aprovasse ou não, o que estava fazendo.

Estamos próximos de outro feriado prolongado, mas, praia virou pesadelo para mim, prefiro uma pesca esportiva lá numa cidade do interior...
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