25 de maio de 2009

>CRISE ECONÔMICA NO BRASIL II

A “marolinha” chegou tão mansa como um “Tsunami”. Gerou apenas milhares de desempregados, “sub-empregados”, encerramento de grandes e médias empresas, perda da “GM” para outro país, e negociações entre SADIA E PERDIGÃO.

Inadimplência dos consumidores, entre outras poucas desgraças que atinge principalmente a classe trabalhadora. Se antes havia pouco “lazer” agora não há nenhum, os combustíveis e pedágios hiper-tarifados, são as galinhas de ovos de ouro das administradoras.

Aposentados e pensionistas agora são verdadeiros malabaristas, tendo que se equilibrar e optar por “comer” ou “tratar a saúde”, porque os preços são pesadelos.
Mas há uma opção: contamos com a colaboração das Igrejas e Centros de Allan Kardec que distribuem cestas básicas e remédios, porém, o Ministério da Saúde, está a partir de junho, proibindo os laboratórios a distribuírem “amostras grátis” nos consultórios médicos, centros de saúde, ambulatórios e hospitais...

Lembrei-me do discurso eleitoral para Presidente, em que se dissertava sobre o ajuste da tabela de imposto de renda. Ah! Mas teve o reajuste: para o assalariado. Políticos e banqueiros têm os valores devidos, embutidos em seus lucros, a título de ajuda de custo e outras falcatruas... E nem é bom lembrar que ainda temos “escondidinhos” nas prefeituras, que dão emprego a assessores, administradores, secretários, todos eles parentes, esposas, sobrinhos.

O funcionalismo público está retalhado, subjugado, rechaçado, e são eles os responsáveis diretos ao atendimento dos usuários.
O nosso dinheiro escoa pelo ralo, e antes mesmo da metade do mês, depois de pagar os impostos (incluindo a mordida do leão do IR), o trabalhador já está com sua conta bancária zerada.
Na educação as escolas estão depredadas, não tem material escolar, a creche são escassas, e as mães que precisam trabalhar tem que deixar suas crianças sozinhas ou aos cuidados de vizinhos.

Ah! Que legal, baixou os rendimentos da caderneta de poupança. Poupança? De quem? De qual país? Será que os trabalhadores assalariados têm isso aí? Tem sim! Eles poupam a família de comer carnes, leite, sucos, frutas, e as criancinhas não comem biscoitos pra não estragar os dentes.
Disse um pediatra da saúde pública: “Arroz, feijão, e banana são suficientes para nutrir uma criança, acrescentando apenas um complemento vitamínico distribuído pelos centros de saúde”.

Acredito que assim como nós devemos ter cidadãos de boa memória: no governo militarista havia menos criminalidade, a escola pública era a melhor opção, os professores eram respeitados, e o trabalhador poderia com segurança planejar a compra de bens móveis e imóveis, e conseguia, pagar e sustentar a família, enfim, sobreviver.

Não tínhamos liberdade de imprensa, eu não poderia estar escrevendo tudo isso aqui, mas, crianças podiam ver televisão, a famílias fazer pequenas viagens, as drogas não rolavam soltas por aí, dificilmente se ouvia uma notícia de mãe retalhando filhos, espancando ou queimando, estupros, e outras coisas horríveis que se assiste na mídia diariamente.

Esse é um desabafo, para aqueles que trabalham muito, cansam demais, e nada conseguem obter. Infelizmente. Nossa realidade cruel.
autora: Sonia "(Minhas Palavras)"
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