12 de maio de 2009

> Solidão ou estar só!


Quantos de nós neste momento estamos nos sentindo sós no meio de tanta gente, ou na rua, no shopping, e mesmo no local de trabalho? Seria a tal solidão, aquele sentimento que nos aperta o peito, e nos impulsiona a querer procurar uma razão, e muitas vezes sabemos qual é, nada podemos mudar, pois, mudanças dependem de muitas coisas, e de pessoas.

É indefinível este estado de espírito, só quem passou por essa fase pode medir o tamanho do vazio que nos leva a recolhermos em nós mesmos, fazendo-nos chorar e a se sentir o último ser humano lembrado na Terra.

E dor da solidão causada pela perda de um ente querido, um pai jovem que se vai e deixando esposa e filhinha? A dor desta mãe vendo seu filho inerte, e até algumas horas lhe dava abraços e mimos pelo Dia das Mães.

A solidão da esposa, que corrói o seu coração, lançando lágrimas pelo seu rosto entristecido, desesperado, sem saber como dizer a sua filhinha que papai não vem mais, fez uma viagem sem volta.

Agora falo da minha solidão, daquela que aos meus dezoito anos já me entristecia e me fazia chorar todas as noites, como se já soubesse do futuro que haveria pela frente. Chorei a perda de um noivo querido, de minha mãe, de meu marido, e hoje, estou completamente só.

Muitas vezes pessoas falam comigo e não as ouço, ou converso comigo mesma, procurando uma resposta mais otimista, mas, o que se apresenta é um vazio imenso, o peito sem alegria, um coração teimoso, que passou a vida toda a procura de um amor bonito, cheio de vida, risos, e alegria.

Passados tantos anos de minha vida, eis, que surge um amor tão especial e querido! Daqueles de nos sacudir como adolescente, de me encher de esperança, gritar: ACHEI! EU AMO!

Mas deve ser só um sonho, porque, ele vem, me enche de alegria e vai embora. Gosta de coisas que eu gosto, como viajar para qualquer lugar para conhecer. Mas eu o encontrei tarde demais, andei devagar, e hoje ainda como aos 18 anos, continuo SÓ, em casa, na rua, no meio da multidão.

Acredito que a globalização agravou ainda mais essa distancia dos seres humanos, pois, o tempo que temos para conversar, é através da NET nas salas de bate papo onde os abraços e outras manifestações de carinho são virtuais.

Como seria bom se cada um de nós encontrássemos tempo para um abraço sincero, e ter tempo para sentar sem pressa e ouvir o outro, isso salvaria vidas.



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