15 de setembro de 2010

> ESCURIDÃO

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Da janela de meu quarto,
observo o início do anoitecer...
ali, no meio da noite,
em algum lugar, tem alguém...
ferido, magoado, sem rumo.

Assim também, está minha alma,
perdida, doente...
procuro respostas, mas não encontro...
e se as encontro, não posso degluti-las,
a vida foi dura comigo,
e eu insana, sem saber dar o rumo certo...
para isso que chamam de vida!

Quisera estar em pesadelo,
acordar assustada, mas saber que foi só isso,
porém, minha consciencia castiga...
como posso agir assim...
desfazer-me do amor da minha vida!

Enlouqueci!!!

Como pude fazer isso com voce amor?
fui covarde, miserável, não lhe disse a verdade.
Quando precisei dizer, foi tarde demais...
Pior ainda, é que não me dei conta,
quanto preciso de voce.
Naquele momento, de desespero
acuada, pisada, subjugada

Mas dessa vez não vai me perdoar.
Meu único amigo,
meu amor e companheiro...
aquele de todas as horas,
que procurei a vida inteira,
achei, e esqueci de cuidar!
não cuidei nem de mim,
voce sabe...
mais sincero sentimento,
um ser humano tão simples e inteiro.

Cega!! Louca!!!
Agora fica remoendo remorsos,
arrependimentos,
completamente sozinha.
Mesmo assim, eu ainda lhe peço
releva, deleta, reconheça a minha
insanidade.
Perdoa,
vem de volta,
vem para mim.
Por favor.


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