18 de junho de 2009

> O que eu vou ser quando crescer...

Eu ouvi de uma promotora de vendas que para vender um produto com sucesso é melhor dizer direto para que ele serve e não se tornar outro mil e uma utilidades e não servir para nada.

Tudo isso parece simples demais, descobrir uma VOCAÇÃO, discernir a verdade da mentira, e até saber como nos daríamos melhor.

Aliás, é uma tarefa muito estressante escolher um novo caminho e deixar tantos outros para trás, mil lembranças, e até inventaram algumas frases: 1) Se eu não tentar, nunca saberei se é o certo. 2) Não sei se me caso, ou compro uma bicicleta.

Ficando nas incertezas e nas dúvidas de casar ou comprar a bicicleta, mais tarde essas pessoas refletirão sobre essa época, do alto de uma bela posição conquistada.

Outros lamentam por não terem tido a coragem de trilhar um caminho mais árduo. Não dá para imaginar como seria um médico se tivesse escolhido ser músico. Apenas essas escolhas ficaram no passado, como alternativas deixadas de lado.

Porém os jovens não sentem assim. A cada dia as carreiras e as profissões vão se diversificando, até as mais tradicionais como Direito ou Medicina. Ambas se diversificaram e desdobraram em especialidades. Na verdade o teste vocacional está revelando que aquele jovem, tem vocações diversas e então vem a dúvida: "Meu teste vocacional deu que eu posso ser dentista ou bailarina" ( e agora o que eu faço?)

São muitas as oportunidades sendo oferecidos, uma escola em cada esquina, de congelados a espanhol, de lai chi-chuan a informática. Um mercado de trabalho em expansão cheio de coisas novas, somos todos um pouco " bom-bril", pois, temos mil e uma aptidões, afinal, hoje não é preciso mais ser doutor para ter prestígio; ou professor, estes perderam seu espaço.

Certa vez eu vi num noticíario, que um prefeito eleito numa cidade do interior, era analfabeto e para assumir o cargo, seria colhido suas impressões digitais, para registro no Livro de Regitro no funcionalismo público, juntamente arquivado ao mesmo tempo junto com um envelope onde está Declaração de Bens, etc...

Mas voltando ao assunto, um garoto amigo de meu filho, aos 18 anos iniciou um curso Superior em Ciencias Contábeis, em tres meses, desistiu. No ano seguinte escolheu História do Brasil do Brasil, desistiu novamente, em Teologia então, quase enlouqueceu, até aí já se passaram quatro anos. Para resumir, prestou um concurso público Federal, apenas com seu curso médio, e hoje ganha um salário invejável, sem ter gasto uma fortuna em livros e mensalidades de uma faculdade, muitas vezes caríssimas como Odontologia e Medicina, e o profissional para ter um bom retorno, necessita de mais que um emprego.

Imaginem agora como se sente um adolescente, quando são pressionados a fazer uma escolha, que irá definir sua vida profissional, e se vêem envolvidos num turbilhão de dúvidas, próprias da idade? Muitas vezes escolhem uma profissão para não "perder tempo", e mais tarde descobrem outra atividade, que nada tem haver com a inicialmente escolhida, e começa tudo de novo. (isso aconteceu comigo...)

Um pequeno adendo àqueles que prestam concursos públicos: "Fiquem de olho nas convocações e lista de chamadas, pois, são feitas pelo Diário Oficial, e se o interessado não der o "ar da graça", a FILA ANDA, e chega a vez de um candidato especial, que é avisado com antecedencia que será convocado; e tem que correr porque há um prazo para providenciar um "caminhão" de documentos exigidos. Claro que os devidamente orientados já providenciam com antecedência...

Trabalho e profissão ideal, é que nos dá prazer, aquele emprego que não dá preguiça de levantar cedo e ir enfrentar mais um dia com dignidade.

Aos adolescentes eu daria a sugestão de ir verificar de perto o desempenho do trabalho que mais lhe chama a atenção, observar carga horária, salário, competividade, e principalmente realização pessoal. Se escolher e mais tarde achar que não deu certo, faz como eu, troca, nunca é tarde para se recomeçar, com certeza.

Boa sorte a todos, e lembre-se os melhores conselheiros são seus PAIS.
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