5 de julho de 2009

Testes vocacionais ?

Agora somos livres para sonhar, acredito que a verdadeira vocação das pessoas não está em testes vocacionais e muito menos em seguir um caminho que o pai ou a mãe obriga. Isso é ilógico como podemos fazer a mesma coisa que nossos pais sendo que nossas personalidades e atitudes são diferentes? É bíblico que cada pessoa é um individuo e possui características que podem nos diferenciar de nossos pais e parentes.
A verdadeira vocação da pessoa está que se faz de melhor, para descobrir o que se faz, basta olhar para dentro de si mesmo e notar as suas verdadeiras vocações que muitas vezes não estão ligadas a sua pátria ou seu circulo de amigos e familiares, mas sim, a tradição, a história e o legado de um povo por exemplo.


O que quero me referir, não é por que você nasceu no Brasil, você tem de praticar futebol, não é por que seu pai é engenheiro você tenha que ser engenheiro e assim por diante. Temos uma noção do que queremos ser ainda em nossos primeiros anos de escola; o problema é que não apreendemos como notar isso. Falo por mim, foi fácil escolher minha profissão, desde criança não gostava de matemática , aliás detestava e ainda detesto, assim como de geografia, biologia, química, e física; gosto de História e educação física.

Porém eu não queria dar aulas e nem seguir carreira como professor de História , nem da educação física que era dada na escola, por que infelizmente nas nossas escolas ainda somos obrigados a praticar o clássico futebol; não dando assim chance da criança conhecer o basquetebol, vôlei, ou outros esportes que por sua vez é mais saudável e muito interessante tato quanto ou até mais que o próprio futebol, mas eu sabia que eu queria praticar esporte.


(Claro estamos no país do futebol, mas eu não queria praticar tal esporte, minhas referencias de atletas não eram Pelé e nem Maradona, era Aurélio Miguel, Rogério Sampaio)
Foi quando aos 5 anos , lembro-me ainda muito bem do meu velho mestre que ainda esta vivo para testemunhar em primeira mão o início de um prodígio, Sr Stanley Virgilio Professor de Judô do meu bairro faixa preta 6º Dan, que ao me ver indisciplinado, orientou e educou com fundamentos na cultura oriental e conhecimentos do Judô.


Aos 7 anos quando comecei ir à escola, e a ter aulas de educação física, e aos 11 já era atleta de Judô, já sabia que minha verdadeira vocação estava dentro do que chamamos de tatame ou dojô em português = local de treino.

Pulando 10 anos para frente eu já tinha terminado o Judô e o Karatê Shotokan e iniciei o tae-kwon-do, que aos 17 anos trouxe minha primeira medalha nessa arte marcial coreana lutando no Inter estadual de OURO FINO - MG, e na final ganhei a luta com um dos meus pés quebrados.
Daí para frente assim como antes tive o mérito de continuar treinando e trazendo medalhas, tais como paulista, brasileiro, jogos regionais, jogos abertos. (Treinei outras artes como o Muay Thai arte de origem tailandesa onde visa o contato total com seu oponente.)

Hoje com 26 anos, a tentativa das pessoas de me enterrarem vivo é forte. Dizendo que atleta é profissão de vagabundo, ou atleta não traz dinheiro para casa, devemos lembrar que o que buscamos é a realização pessoal, e não de nosso próximo que não pensará em nós para escolherem a sua vocação.



Aos 26 anos descobri que tenho muitas medalhas a trazer, conquistas a buscar, e a minha lista de lutas sem nenhuma derrota ainda está cedo de se apagar, gostaria de expressar com essa breve historia, que muitas vezes a nossa verdadeira vocação esta fora da cultura brasileira, busquei minhas vitorias em outras. Nem sempre ser espelho de pai e mãe profissionalmente é sinônimo de realização pessoal e profissional.


Hoje, vivemos em uma Pátria capitalista é claro, irão dizer: devemos buscar a profissão da vez, como informática, ou mecatrônica e outras que vem surgindo, mas devemos ter parâmetros para ser feliz. Às vezes apenas ganhando o suficiente para se viver bem é honroso e satisfatório e termos tempo para nossa família, filhos e amigos, tais coisas não tem preço para se conquistar. Hoje de volta ao tatame sou feliz e pelo menos pelas três horas de treino diário do esporte que eu pratico eu posso dizer eu sou livre para sonhar.



E ser o que eu quero e vou ser nessas três horas. Escapo da hipocrisia do homem e elevo meu espírito a DEUS e deixo que ele governe minha vida, agora somos livres e o homem vem aprendendo a voar, oriento as pessoas que ler esse texto apenas tirarem referencias de minhas palavras, mas não de meus caminhos, pois cada um tem que buscar o melhor para si, que a torna livre. Busca sempre o caminho correto e seja uma boa pessoa, com absoluta certeza DEUS verá seus esforços e lhe premiará com isso, e fará de sua vocação, não somente o ganha pão. Muitas vezes seu talento não será seu sustento, mas será seu maior dom é o que separará você de uma pessoa comum, para uma pessoa especial, respeitada, com honra, e interiormente estará feliz consigo próprio e com sua família. Agradeço a todos os que me tornaram hoje o que sou:
Sansei Staley Virgilio 6º Dan de Judô
Mestre Donizetti Reinaldo da Silva 6º Dan de Tae-kwon-do
Mestre André Gomes – Professor de Muay Thai
Sansei Luciana Passarini – Karate Shoto-kan
Minha Mãe que desenvolveu esse blog. (Meu pai in memorian)
Minha esposa que luta fora do tatame comigo cuidando de mim.
Meu amigo Lucas Oliveira me ensinou tudo que eu sei sobre TI (Tec. Da Informação)
E meus amigos Thiago, Gustavo, Osvaldo, Di TKD, Rubens Lino, Daniel Brito, Ricardo de Bem, Plínio, Pumba, Douglas, Wolfgang (in memorian).

(Ricardo Sidney Ferreira Leite)
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